19.02.26
Sonhamos com um lugar sem idade, em qualquer lugar fora do mundo da razão, onde objetos que perderam seu sentido utilitário, produzidos pelo homem, ainda não foram encontrados ou dali foram desviados sensivelmente – que, por isso, são de alguma forma SECRETOS, emergiram de forma eletiva e ininterrupta do rio arenoso cada vez mais estreito que constitui a visão do homem adulto e tenderia a restituir-lhe a transparência da visão das crianças.
– André Breton, Gradiva, 1937